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O Gérmen da violência PDF Imprimir E-mail
Artigos - Paz e Ecologia
Escrito por Luiz Carlos Lisboa   
Dom, 01 de Agosto de 2010 10:44

http://1.bp.blogspot.com/_NDlM3OH2MXU/R0nByxk-4jI/AAAAAAAAAjs/YvWcq5L7nPk/s400/Eury1.jpg

Luiz Carlos Lisboa (Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 1929) é um escritor e jornalista brasileiro. Autor de cerca de 40 obras, entre ensaios, contos, uma trilogia (romance), traduções, cinco guias literários e livros de entrevistas com artistas e intelectuais brasileiros do nosso tempo. Ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 1973. Desde 1992 é membro da Academia Paulista de Letras (cadeira nº 6).

Lisboa reside há quinze anos em Princeton, nos Estados Unidos da América, onde já foi correspondente de jornais brasileiros. Atualmente faz ali palestras e organiza cursos de cultura geral. Seu livro mais recente, O Som do Silêncio, foi traduzido pela Obelisco Ediciones de Barcelona, Espanha, e está sendo distribuído também para países de fala hispânica. Sua tradução de A Nuvem do Desconhecimento, um clássico anônimo inglês do misticismo medieval, foi publicado em 2007 pela Lótus do Saber, uma editora do Rio. Ele também traduziu as poesias e textos poéticos da editio princeps do livro "Autobiografia de um Iogue". Lisboa é autor de uma trilogia sob o título geral de "Memórias de um Gato", uma coletânea de contos ("Ante-Sala"), livros de ensaios e de artigos ("A Arte de Desaprender", "Olhos de Ver, Ouvidos de Ouvir" e "Jejum do Coração"), além de guias de leitura ("Pequeno Guia da Literatura Universal"), tendo ainda organizado quase duas dezenas de biografias de contemporâneos para a Editora Rio. Ele entregou em 2009 a uma editora de São Paulo um romance de cunho autobiográfico ("Oito Vezes Samsara"), e tem em preparo um novo romance ("Flora"), bem como um ensaio sobre a vida e a obra de Mestre Eckhart, místico renomado do século XIV.

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A Páscoa da Terra Crucificada PDF Imprimir E-mail
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Artigos - Paz e Ecologia
Escrito por Leonardo Boff   
Qui, 01 de Abril de 2010 10:30

A páscoa é uma festa comum a judeus e a cristãos e encerra uma metáfora da atual situação da Terra, nossa devastada morada comum. Etimologicamente, páscoa significa passagem da escravidão para a liberdade e da morte para a vida. O Planeta como um todo está passando por uma severa páscoa. Estamos dentro de um processo acelerado de perda: de ar, de solos, de água, de florestas, de gelos, de oceanos, de biodiversidade e de sustentabilidade do próprio sistema-Terra. Assistimos estarrecidos aos terremotos no Haiti e no Chile, seguidos de tsunamis. Como se relaciona tudo isso com a Terra? Quando as perdas vão parar? Ou para onde nos poderão conduzir? Podemos esperar como na Páscoa que após a sexta-feira santa de paixão e morte, irrompe sempre nova vida e ressurreição?

Precisamos de uma olhar retrospectivo sobre a história da Terra para lançarmos alguma luz sobre a crise atual. Antes de mais nada, cumpre reconhecer que terremotos e devastações são recorrentes na história geológica do Planeta. Existe uma "taxa de extinção de fundo" que ocorre no processo normal da evolução. Espécies existem por milhões e milhões de anos e depois desaparecem. É como um indivíduo que nasce, vive por algum tempo e morre. A extinção é o destino dos indivíduos e das espécies, também da nossa.

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Cultura de Paz PDF Imprimir E-mail
Artigos - Paz e Ecologia
Escrito por Leonardo Boff   
Dom, 01 de Agosto de 2010 12:41

 

A cultura de paz, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade do poder que se traduz como vontade de dominação da natureza do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criaram a cultura do medo e da guerra. As festas nacionais e seus heróis estão ligados aos fatos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam a magnitude de todo o tipo de violência, bem simbolizada pelo exterminador do futuro.

Nessa cultura, o militar, o banqueiro e o especulador valem mais que o poeta, o filósofo ou o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cultura de paz. E sempre de novo nos remete a pergunta que, de forma dramática, Einstein formulou a Freud nos tempos de 1932: É possível superar ou controlar a violência? Freud muito realista, responde: É possível para os homens controlarem totalmente o instinto de morte... esfomeados pensamos no moinho que tão lentamente se move, que poderíamos morrer de fome antes de receber a farinha.

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Terra e Humanidade: uma Comunidade de Destino PDF Imprimir E-mail
Artigos - Paz e Ecologia
Escrito por Leonardo Boff   
Qui, 31 de Dezembro de 2009 11:33

 

Temos que começar o ano com esperança pois urge fazer frente ao clima de revolta e de frustração que significou a COP 15 de Copenhague.

Seguramente o aquecimento global comporta graves conseqüências. No entanto, numa perspectiva mais filosofante, ele não se destinaria a destruir o projeto planetário humano mas obrigá-lo a elevar-se a um patamar mais alto para que seja realmente planetário.

Urge passar do local ao global e do nacional ao planetário.

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LIÇÕES DE COPENHAGUE PDF Imprimir E-mail
Artigos - Paz e Ecologia
Escrito por D. Demétrio Valentini   
Sex, 18 de Dezembro de 2009 10:29


O mundo todo está se perguntando pelo alcance dos acordos, ou desacordos, obtidos em Copenhague, na Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP 15).

Pela primeira vez, representantes de todos os países do mundo se reúnem, preocupados com as conseqüências do aquecimento global. Ele é causado pelas emissões de dióxido de carbono (CO2),  que lançam na atmosfera gases de efeito-estufa, que estão progressivamente aumentando a temperatura média no planeta. Isto traz conseqüências muito preocupantes para as condições de vida. Elas são visíveis sobretudo pelo derretimento das geleiras, que se constituem na maior reserva de água doce do mundo.

Parafraseando a bíblia, como em Jerusalém, em Copenhague também se encontram “representantes de todos os povos, línguas e nações”.  Mas a reunião das Nações Unidas, por enquanto, se assemelha mais a Babel do que a Pentecostes. Mesmo diante de evidências que saltam aos olhos, está difícil um entendimento mínimo, que estabeleça metas concretas de diminuição dos gases de efeito estufa.

Mesmo em meio à espessa neblina produzida pelos muitos interesses contraditórios que se fazem presentes em Copenhague, é possível perceber algumas verdades importantes, nas estrelinhas das discussões.

A primeira delas, é a urgência de mensurar melhor o alcance verdadeiro da mudança climática. Sobre isto se produz um consenso. Todos estão de acordo em estabelecer o ano de 2020 para conferir como estará a situação do planeta.

Esta urgência em voltar a medir a situação, revela outra verdade. O aquecimento global é fruto de um processo em andamento. Não é fácil deter uma dinâmica que vem se acentuando há alguns séculos. Alguns até se perguntam se já não é tarde demais para reverter este processo.

Neste caso, as condições de vida em nosso planeta teriam seus dias contados. Mas o evidente desacordo em tomar agora medidas imediatas, revela que não existe consenso em torno desta previsão mais pessimista. A diferença de interpretação do fenômeno está na base dos desacordos manifestados ao longo de toda a Conferência de Copenhague.

Independente do alcance da COP 15, o certo é que, definitivamente, a questão ecológica passará a ser uma referência indispensável nas projeções do desenvolvimento. A sustentabilidade se constituirá em critério, que necessitará ser urgido e cobrado com rigor.

Isto acontecerá, na medida em que for crescendo, em todas as pessoas, a consciência da importância de preservar o meio ambiente, e de agir em sintonia com a natureza.

Neste ponto, emerge outra verdade, que passa a ser lida de modo diferente. A boa filosofia sempre falava na “lei natural”, que devia ser levada em conta pelo correto agir humano. Agora, levamos um susto ao perceber o tamanho das conseqüências do agir humano que não se preocupou com os limites da natureza. Mas o contexto atual leva a entender melhor a tal “lei natural”. 

A natureza não é estática. Ela é dinâmica. Em conseqüência, sua dinâmica interna, sua “lei natural” precisa ser entendida em sua trajetória contínua, em sua velocidade, em seu dinamismo. Precisamos decifrar o que a natureza nos diz na perspectiva de sua evolução, em seu potencial, em sua finalidade. Estamos nos dando conta que fazemos parte de uma trajetória, embarcados numa “nave espacial” muito mais complexa e mais sofisticada. É indispensável agir de acordo com o “plano de vôo”. Ele permite alguma instabilidade, produzida por alguns passageiros irresponsáveis. Mas está na hora de pôr ordem na casa, para salvaguardar sua integridade, e prosseguir o seu vôo. Na hora adequada, o piloto avisará a tripulação para preparar o pouso.

- Em que aeroporto?

 

 

 
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