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O Paraíso PDF Imprimir E-mail
Artigos - Religião e Espiritualidade
Escrito por Rubem Alves   
Dom, 01 de Agosto de 2010 10:24
http://symbolom.com.br/wp/wp-content/uploads/2010/01/paraiso.jpg

Dizem os fundamentalistas... Ah! Você não sabe quem são eles. Vou explicar. Fundamentalistas são pessoas muito religiosas (se católicas, protestantes, muçulmanas ou judias pouco importa, pois todas pensam do mesmo jeito). Elas pensam que Deus é dono de um jornal. Não só dono como também redator-chefe, repórter e linotipista. Nesse jornal, que se chama O Correio Divino, tudo sai diretamente da pena de Deus, os editoriais, as reportagens, os artigos, os obituários, com a devida autenticação dos carimbos do cartório dos anjos. Por essa razão, tudo o que é ali publicado tem de ser acreditado tintim por tintim, nos seus mínimos detalhes: Deus não espalha boatos falsos, só para aumentar a venda. O Correio Divino publica só o que aconteceu de verdade, não importa quão fantástico possa parecer; para Deus tudo é possível, como o portento de Josué, que fez parar o Sol no meio do céu, e o do profeta Jonas, engolido e vomitado por um peixe, depois de gozar de sua hospitalidade visceral por três dias.

Pois eles, baseados no tal jornal, afirmam que Deus plantou um jardim maravilhoso há muito tempo, quase seis mil anos, muito longe, lá pelas bandas do Iraque. Por um desentendimento entre Deus, o casal de jardineiros e uma cobra, Deus expulsou os dois de lá e fechou a porta do Paraíso, que nunca mais foi achado. Por lá, hoje, só se acha areia, guerra e petróleo, e dizem os entendidos que foi isso que restou do jardim de Deus, transformado em óleo preto por artes do Demo.

Acho um desperdício. Se o que Deus queria era só plantar um paraisinho, por que gastar tempo e energia fazendo um mundo tão grande, tão bonito, o Rio Amazonas, o Himalaia, o mar, as praias com coqueiros, os riachinhos nas montanhas, o Pantanal e o Lago de Como, que é onde estou agora? Teria sido muito mais lógico fazer um mundo do tamanho do jardim, seria mais fácil tomar conta, e assim tudo caberia num asteróide, como aquele onde morava o Pequeno Príncipe.

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Medicina e Espiritualidade PDF Imprimir E-mail
Artigos - Saúde e Medicina
Escrito por Bruno Rodrigues Parahyba   
Dom, 01 de Agosto de 2010 12:09

Bruno Rodrigues Parahyba

5º Semestre de Medicina na Universidade Federal do Ceará

Professora Eliane,

inicialmente venho parabenizá-la pela disciplina a qual participei, foi extremante gratificante e todas as discussões em sala de aula foram muito proveitosas. Levarei comigo algumas lições para o resto da vida, principalmente aquelas obtidas com os depoimentos no documentário apresentado em video, foi, sem dúvida alguma, maravilhoso. A disciplina nos fez refletir sobre a complexidade dos seres humanos e ao mesmo tempo sobre a finitude das nossas vidas. Adorei! Em anexo estou enviando meu texto conforme a senhora solicitou como forma do processo avaliativo da disciplina, nele expus tudo o que aprendi em sala e com a leitura do texto também.
Obrigado,

            A Medicina já não é mais a mesma, os valores morais das ciências médicas têm sido sobrepujados pelo tecnicismo e pela aquisição da superficialidade nas relações humanas, incluindo-se aí a relação médico-paciente, que cada vez mais tem-se deteriorado com o tempo. A Medicina como arte de curar e confortar tem tido sua imagem deturpada pelo excesso de egoísmo e austeridade de muitos profissionais de saúde no trato de seus pacientes, o que é exemplificado quase que diariamente nos corredores de muitos hospitais públicos de nosso país.

         Os Médicos têm perdido muito de sua essência individual, e muitas vezes suas crenças e seus valores pessoais, que progressivamente vem sendo substituídos por modelos comportamentais baseados na educação estritamente técnica e qualificada do mundo contemporâneo, aonde qualquer forma de interação sentimental entre médicos e pacientes muitas vezes têm sido vetadas e rechaçadas do ambiente clínico e hospitalar. É como se o corpo humano agora fosse uma máquina, que ao apresentar defeito, necessita de reparo, e caso contrário, é rejeitada para não atrapalhar a linha de produção e os lucros futuros. Essa organização hierarquizada e sistematizada de trabalho nos remete a uma idéia: será que estamos diante de uma reedição do clássico modelo Taylorista do século 20 aplicado ao campo da Saúde?

 

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A Verdade dos Sentidos PDF Imprimir E-mail
Artigos - Ciência Atual
Escrito por Paul Brunton   
Qua, 14 de Abril de 2010 08:34

extraído do livro “A Sabedoria do Eu Superior“

 

     

    Paul Brunton

Nosso conhecimento se limita ao que dizem nossos sentidos. Nunca alcançamos a verdade absoluta das coisas, mas somente a maneira pela qual elas afetam nossos sentidos.

O mentalismo demonstra que nossa experiência do mundo é unicamente constituída pelas idéias que dele fazemos. Essas idéias não têm existência permanente; apagam-se e são substituídas por outras que lhes são similares (embora não idênticas) e nos dão, assim, o sentimento de continuidade. O mundo que conhecemos não é, pois, imutável; está perpetuamente em renovação. Tudo, no domínio material como no domínio mental, está submetido à lei do movimento. Um movimento implica uma variação, o abandono de uma situação antiga, coisa ou pensamento e na adoção de uma nova, isto é, uma transformação. Daí resulta que o universo se parece menos a um edifício que a uma corrente. A realidade do mundo é a sua transformação incessante. A estabilidade e a solidez que nos apresentam nossos sentidos não são senão aparências. Tal é o veredito da razão. A forma tomada pela experiência humana está, pois, vincada de ilusões.

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Retiro de Silêncio PDF Imprimir E-mail
ICCFH - Notícias (ICCFH)
Escrito por ICCFH   
Ter, 12 de Janeiro de 2010 00:25

Instituto de Ciência, Cultura e Filosofia Hindu (ICCFH)

I Retiro de Silêncio do ICCFH

21, 22 e 23 de maio de 2010

Sítio Shalom da Tabuba
Caucaia - Ceará

 

A perseverança é o esforço constante de se permanecer imerso no Vazio do Silêncio interior... (Yoga sutra I-13)

E esse silêncio não é um fugir do externo, mas é uma total compreensão da ‘realidade’ exterior, que se inicia com a simples observação (o Observador em ação) do externo, evolui com o esforço na ponderação nos opostos até que se desperta a capacidade de ‘ver os dois lados’, de ver o que ‘é’ e o que ‘não é’, simultaneamente (viveka).

Grande conquista é encontrar nosso Espaço de Silêncio, o primeiro nível de superconsciência descrito nas tradições de sabedoria: ouvir a Voz do silêncio...

Vamos praticar juntos e experimentar o Poder do Silêncio!

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Ganhei Coragem PDF Imprimir E-mail
Artigos - Religião e Espiritualidade
Escrito por Rubem Alves   
Seg, 31 de Maio de 2010 08:27

 “Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece”, observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo. Albert Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: “Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos”. Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem.

Vou dizer àquilo sobre o que me calei: “O povo unido jamais será vencido”, é disso que eu tenho medo

Em tempos passados evocava-se o nome de Deus foi exilado e o “povo” tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo... não sei se bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.

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